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domingo, 27 de março de 1977

Dois Jumbos se colidem em Tenerife em 27 de março de 1977


O Voo KLM 4805 foi um voo em 27 de Março de 1977 que culminou em acidente na pista de aterragem no Aeroporto de Los Rodeos em Tenerife nas Ilhas Canárias. Houve uma colisão com o Voo Pan Am 1736. Neste acidente 583 pessoas dos dois Boeing 747 morreram. Este é o acidente com maior número de vítimas na história da aviação mundial. O acidente ocorreu as 17:06:56, quando o avião da KLM contornou a pista com a intenção de descolar. Quando o avião da Pan Am avistou o outro dirigiu-se a saída C4 a toda velocidade. Para tentar evitar uma colisão o KLM sobe cerca de 20 metros, mas os trens de aterragem e parte da fuselagem do KLM colidem com o avião da Pan Am, cortando-o ao meio. O avião da KLM percorre cerca de 150 metros após a colisão, logo em seguida caindo e explodindo, matando todos seus ocupantes.

A investigação do acidente concluiu que os principais fatores que o causaram foram:

1°) o vôo da KLM erroneamente decolou sem ter recebido autorização. O comandante do vôo da KLM não tomou as medidas necessárias para abortar a decolagem, mesmo quando a tripulação de Pan Am informou que se encontravam na pista de aterrissagem, assim como sua enfática resposta sobre o comentário do engenheiro de vôo sobre a presença do avião da Pan Am na pista.

2°) a interferência de rádio e o ruído causado por duas chamadas simultâneas entre os aviões e a torre de controle.

3°) a tripulação de Pan Am, equivocadamente, tomou a saída quatro em lugar da saída três, tal como lhe havia indicado a torre de controle; e

4°) a utilização de fraseologia não convencional por parte das tripulações e a torre de controle.

Muito tem se especulado sobre outros fatores que puderam ter contribuído para o acidente: a falha do Capitão van Zanten, comandante do vôo da KLM, de confirmar as instruções recebidas da torre de controle. Para o comandante da KLM, este foi um de seus primeiros vôos depois de ter passado seis meses treinando novos pilotos no simulador de vôo. Alguns especialistas opinam que ele pôde ter sofrido da “síndrome de simulador”, na qual ele mesmo esteve a cargo de tudo no simulador — incluindo controle de tráfico aéreo simulado — estando fora por um extenso período de tempo do mundo real de voar. Outro aspeto que tem dado muito a especular foi a aparente dúvida do engenheiro de vôo da KLM para insistir em seus comentários e objetar a decisão de van Zanten, provavelmente devido não porque o comandante teria maior experiência, mas também por ser um dos mais capazes e experimentados pilotos da empresa aérea. Também tem se considerado a possibilidade de que van Zanten estivera apurado em iniciar o vôo devido às regulamentações holandesas referentes ao excesso de horas de serviço.

Evidentemente, muitas coisas marcaram mal esse dia como é a utilização de procedimentos carentes de segurança por parte da torre de controle. Uma autorização outorgada pela torre de controle baixa, condições de pouca ou nenhuma visibilidade, não é um procedimento seguro, mais ainda se essa autorização é regularmente outorgada baseando-se no contato visual. Muitas autoridades aeronáuticas permitem que a torre de controle continue operando baseando-se inteiramente em reportes das tripulações, as quais tampouco têm contato visual. Esta prática continua sendo utilizada em alguns países, mas tem sido abandonada paulatinamente e substituídas pela instalação de radares de movimento em superfície.

A imagem mostra que quando o Pan Am estava na saída 3 (em direçao a 4) o KLM estava no final da pista sem permissão para decolagem, mas ele decolou. quando o avião da Pam Am viu que ia haver uma colisão, ele se direcionou para a saída 4, e assim iria sair da pista, mas não deu tempo, o KLM pegou o Pam Am de lado, e partiu o avião ao meio, e depois os dois explodiram, como mostra a imagem abaixo

A última palavra dita pelo comandante da aeronave da Pam Am resgistrada pela caixa preta foi milésimos antes da colisão, quando ele viu que a colisão seria inevitavél, ele gemeu e disse:

- Ohh!

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